A primeira proposta foi permanecer em uma operação cinética, identificá-la e também quando começa a se modificar. Uma das operações que eu escolhi era caminhar de um ponto ao outro mantendo o ritmo, e com a atenção na movimentação do grupo sem olhar diretamente para eles. Não consegui manter o ritmo, nem a forma e nem atenção. Em muitos momentos percebi que o meu olhar tentando se dilatar ficava "plástico", "emoldurado". Como manter esse corpo consciente sem endurecer?!
A segunda proposta foi improvisar partindo de uma questão, caminhando para uma sensação.
Pra mim foi difícil reconhecer a operação sendo modificada, e principalmente perceber a hora de abandonar uma operação totalmente e partir pra outra. Porém foi muito bom sentir o que é habitual e já ficou evidente no meu corpo, e tentar sair disso um pouco; também o ressoar da escolha do corpo.
Depois o exercício dos 3 tipos de olhares, tentando trabalhar um corpo mais integrado e multidimensional. Entendendo a percepção de um corpo que segue um padrão de ter uma "frente" para se movimentar. Isso foi realmente difícil! Tão difícil que eu senti até um mau estar físico e parei com o experimento. Quebrar os padrões é realmente "desmanchante".
Seguindo, trabalhamos com a sensação porém sem movimentação "dançada". Escolher uma metáfora para a sensação escolhida, ilustrada em uma palavra. A palavra que eu escolhi foi RESSOAR. Representei torcendo a cortina da janela, e a cada torção eu olhava para o alto para ver como o movimento de baixo "ressoava" em toda cortina. Depois de torcida até o final só soltei para ver o movimento final de desmanchar.
Os outros trabalhos foram muito ricos, o que me faz ver que tenho ainda muita dificuldade em arriscar mais nas metáforas, várias questões a se pensar sobre isso. Os trabalhos conceituais me atraem muito!
Pra finalizar nossa grandiosa propositora nos deixou com o seguinte questionamento:
"Qual a função do artista?" "Por que 'coreografar'?"
...
Bárbara Machuca Thon
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